sábado, 11 de outubro de 2008

REFORMA

terça-feira, 7 de outubro de 2008

COMO AJUDAR:

Você pode ajudar a manter este projeto-fundação e estende-lo a todo o Brasil. Faça uma doação de qualquer valor sem sair de casa. Através do link Pagseguro em nosso site, essa doação será transferida para a nossa conta bancária. Sua doação poderá ser mensal ou ocasional (estipule um valor; R$ 5.00, R$ 10.00, R$15.00 ou outro valor qualquer). Precisamos de dinheiro para custear campanhas, imprimir material de divulgação, organizar eventos, manter um portal na internet, confeccionar cartazes e revista informativa, etc. Todo o movimento de caixa, entradas de doações e especificação das despesas, será postada periodicamente na comunidade, para que todos possam acompanhar. . Ser Ativista Consciente é isto, participar com ações.
Você que já é vegetariano, mas não se contenta em ficar de braços cruzados, não se conforma de ver a violência e os maus tratos cometidos contra os animais e quer fazer algo para mudar isto, venha com a gente. Esta é a sua oportunidade ! Se associe a este grupo para ajudar em ações concretas. Tornar-se associado e fazer seu cadastro não significa que você terá de fazer doações ou pagar qualquer tipo de mensalidade, as doações são espontâneas. Precisamos de representantes nas diferentes cidades e estados de todo o Brasil. Você pode se ocupar em diversas atividades e setores do nosso projeto de acordo com as suas aptidões, interesses e disponibilidade de tempo. Basta escolher em qual área específica você vai atuar e dedicar algumas de suas horas livres semanais. Precisamos muito de divulgadores via internet, web designer’s, publicitários, palestrantes, cartunistas, pessoas com conhecimentos nas áreas administrativa, burocrática e na área de leis, pessoas que escrevam bem e que possam enviar matérias para o nosso site e comunidade, jornalistas, correspondentes regionais, fotógrafos, redatores, profissionais de silk-screen, profissionais gráficos, pesquisadores, captadores de recursos, etc. São muitas as formas de ajudar, inclusive dando idéias de como melhorar e ampliar mais o nosso projeto, fazendo assim com que o maior número possível de pessoas tenham acesso a essa rede de informações. Se cadastre hoje mesmo. É muito fácil e gratificante ser um Ativista, além de fazer bem ao nosso coração e a nossa consciência, proporciona um bem ainda maior aos animais e ao meio-ambiente.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

05 - AS ORIGENS DO VEGETARIANISMO E O SEU VÍNCULO COM A RELIGIÃO:

Não tem como contar a história do vegetarianismo e estudar as suas raízes sem falarmos da sua intrínseca relação com a religiosidade humana. Hoje em dia, são muitas as razões que podem levar uma pessoa a ser vegetariana; razões de saúde, razões éticas, razões ecológicas, razões econômicas e razões religiosas, mas, a pergunta crucial aqui é; Será que os nossos antepassados comiam carne ou não ? Essa questão de que devemos evitar comer carne tem fundamentos filosóficos antiqüíssimos. É possível que a sua origem seja muito anterior a culturas conhecidas do homem. Estudando a origem etimológica da palavra ‘vegetarianismo’, descobrimos que ela vem do latim ‘vegetare’, que significa dar vida, forte, vigoroso. Mas, o termo ‘vegetariano’ só passou mesmo a ser usado depois da fundação da Sociedade Vegetariana Britânica em 1847. Existem estudos e pesquisas que concluem que já na pré-história nossos ancestrais eram vegetarianos. Cientistas dizem algo em torno de 127 mil anos. Foi durante a última era glacial quando a sua dieta de frutas, nozes, folhas e sementes tornou-se inacessível, que os primeiros seres humanos tiveram de comer carne para sobreviver. Isso tornou-se inevitável. Mais tarde, as populações humanas foram criando culturas de vegetais fixas, que começaram a atrair animais como porcos selvagens, ovelhas, cães, cabras, aves, ratos e pequenos felinos, que foram sendo então domesticados. Alguns animais começaram a ser mortos para consumo. Foi aí que o homem se tornou sedentário e começou a encarar os animais como alimentos.
Nas civilizações antigas como a do Egito, sábios e conselheiros religiosos dos faraós, cerca de 3.200 AC. Acreditavam que a abstinência de carne criava um poder kármico que facilitava a reencarnação e também contribuiam num processo evolutivo do homem. Na China e Japão Antigos (século III, AC), o clima e os terrenos eram propícios à prática do vegetarianismo. O primeiro profeta-rei chinês, Fu Xi, era vegetariano e ensinava às pessoas a arte do cultivo, as propriedades medicinais das ervas e o aproveitamento de plantações para roupas e utensílios. Gishi-wajin-den, um livro de história da época, escrito na China, relata que no Japão não existiam vacas, cavalos, tigres ou cabras e que os povos viviam das plantações de arroz, do peixe e dos crustáceos que apanhavam. Muitos anos mais tarde, com a chegada do Budismo, a proibição da caça e da pesca foi bem recebida pelas populações japonesas. Já entre os gregos e romanos, a dieta alimentar baseava-se muito nos valores do trigo, da vinha e da oliveira. O pão, o vinho, o azeite, os figos e o mel eram símbolos de uma vida simples, de saúde e de satisfações singelas. A proeminência do pão na cultura antiga era também decorrente da primitiva ciência dietética, que colocava o pão no topo da escala de nutrição. Os médicos gregos e latinos viam no pão o equilíbrio perfeito entre os “componentes” quente e frio, seco e húmido, conforme os ensinamentos de Hipócrates. Em contraste, o consumo da carne foi sempre problemático. Imagem do luxo, da gula, da festa, do privilégio social, a carne não era considerada pelas civilizações antigas do Mediterrâneo como um bem tão essencial quanto os produtos da terra: o seu preço não era sujeito a um controle político como eram os cereais. Em certas épocas, a venda de carne chegava a ser proibida ao público. Dessa época podemos destacar Pitágoras e Platão que eram defensores radicais de uma vida vegetariana. Segundo eles, esta era a chave para a coexistência pacífica entre humanos e não humanos, focando que o abate de animais para consumo embrutecia a alma das pessoas. Os argumentos de Pitágoras a favor de uma dieta sem carne apresentavam três pontos principais; Convicção religiosa, saúde física e responsabilidade ecológica. Ele até chegou a ser chamado pelos historiadores de “ Pai do Vegetarianismo ” e aqueles que seguiam o vegetarianismo eram chamados por europeus e americanos de Pitagóricos. Em seus escritos, Platão também se referia ao ideal de uma dieta vegetariana e falava de assuntos relativos a alma. Existe ainda dessa época, o ensaio de Plutarco, sobre comer carne, escrito em fins do século I ou início do século II da nossa era, é um argumento detalhado em defesa do vegetarianismo, apoiando-se nas idéias de justiça e tratamento humano dos animais. Outros Registros mostram também que as civilizações Incas e os Essênios (primeiros judeus) eram contra o abate de animais. Com o passar dos tempos essa cultura foi se perdendo para dar lugar aos luxos e comodismos de uma dita vida moderna das classes mais abastadas.

O Vegetarianismo também sempre esteve bastante ligado a religiosidade, e a força dessa relação parece vincular-se diretamente há idade da religião. Por exemplo; Os Vedas que são antigos livros de conhecimento da Índia, existem a mais de cinco mil anos e pregam a chamada religião eterna Sanãtana Dharma, a ocupação eterna dos homens no serviço de adoração amorosa a Deus. O conjunto dessa obra de conhecimentos é classificada hoje como hinduísmo. Frequentemente é citado como a "mais antiga tradição religiosa" dentre os principais grupos religiosos do mundo ou como a "mais antiga das principais tradições existentes". É formado por diferentes tradições e não possui um fundador. Já nesses ecritos se restringia a dieta alimentar a plantas e vegetais, principalmente pelo fato dessa literatura pregar enfaticamente a não-violência e o respeito as diferentes formas de vida. Os Hindus possuem princípios vegetarianos registrados nas Escrituras Védicas, eles acreditam na doutrina da reencarnação a qual defende à abstenção de carne. O vegetarianismo não é colocado alí como um dogma, e sim, recomendado como sendo um estilo de vida no modo da bondade sátvico (purificador).

O Povo da Índia até os dias de hoje abstêm-se predominantemente de carne, e alguns até vão mais longe quanto a evitar produtos de pele. Cerca de 70 % dos vegetarianos no mundo estão na Índia. Mais de 40 % de sua população segue essa dieta estritamente e outros comem carne muito esporadicamente. Existe um profundo respeito aos animais, independente de espécie. A vaca por exemplo chega a ser identificada como uma figura quase maternal. O Próprio Deus as vezes é chamado pelos Vedas de Govinda ou Gopala “ aquele que protege as vacas e a terra ”. Na literatura Védica encontramos várias passagens que retratam a relação de harmonia, de amizade, carinho e respeito entre semi-deuses, humanos e animais. Na maior parte da Índia existe a proibição sobre a venda de produtos de carne e a matança de animais.
Um importante grupo de religiosos dessa linha, popularmente chamados de Hare Krishnas começou a espalhar pelo mundo não somente a crença filosófica e ensinamentos védicos, bem como a prática do vegetarianismo. Podemos dizer que ao início do séc. XVI, quando se deu na Índia um grande renascimento espiritual encabeçado por Sri Caitanya Mahaprabhu. Este grande Mestre fez renascer a devoção a Krishna (Deus), conquistando milhões de seguidores em todo o subcontinente Indiano. Mais tarde, em 1966, um representante seu; Bhaktivedanta Swami Prabhupada, trouxe para o mundo ocidental os ensinamentos de Sri Caitanya. Fundou a Sociedade Internacional da Consciência de Krishna (ISKCON) em Nova Iorque, que rapidamente teve grande acolhimento em toda a América do Norte e Canadá. Na década seguinte, partindo para outros países, a sua sociedade tornou-se uma confederação mundial de templos, escolas, institutos e fazendas comunitárias. Estima-se que exista atualmente mais de 1 milhão e meio de praticantes em todo o mundo. Todos são lacto-vegetarianos e desenvolvem um conhecido e importante programa de distribuição gratuita de refeições lacto-vegetarianas, Food for Life. Esta foi uma das ordens do Mestre (acarya) Srila Prabhupada “Ninguém, num raio de 10 milhas de qualquer um dos nossos templos, passará fome”. Também possuem restaurantes vegetarianos em países da Ásia, América e da Europa.

O exemplo dessa cultura de paz também foi ensinado no Budismo. Sidharta Gauttama, o Senhor Buda pregava basicamente AHINSA (não-violência). Os Budistas não tinham o direito de matar animais e acreditavam na compaixão por todas as criaturas capazes de ter sensações. Hoje alguns budistas infelizmente comem carne. O Jainísmo também prega a não-violência em relação a qualquer criatura viva e, portanto, a não ingestão de carnes.
O Islamismo, não tem uma cultura vegetariana forte, mas Maomé pregava sim a gentileza com os animais, e uma vez salvou insetos do sofrimento fazendo os seus homens apagar um fogo de cima de um formigueiro.

O Sikhismo, uma religião, síntese entre o Hinduísmo e o Islamismo, foi fundada no séc. XV D.C. Por Guru Nanak, um mestre espiritual Indiano, que considerava que todos são iguais perante o mesmo Deus único. Pregava uma doutrina de amor, compreensão e igualdade. Existem atualmente cerca de 2,3 milhões de Sikhs em todo o Mundo, mais da metade é vegetariana.


Partindo agora para as tradições ocidentais, vemos os Judeus citando o primeiro capitulo do livro de Génesis como uma prescrição da dieta original: "E Deus disse, Eu vos dei cada semente de erva, que estão por toda a terra, cada árvore, nas quais estão os frutos de semente; para vocês elas servirão de comer" (Génesis 1:29). Apesar dessa cultura, os Judeus chegaram a considerar a abstinência de carne como uma depravação, frequentemente associada como símbolo de pesar e tristeza. O filosofo judeu do séc. I Philo dizia que Deus havia proibido o uso da carne de porco e mariscos porque essas eram as carnes mais saborosas. Ele afirmava que esse era o meio pelo qual Deus restringia os desejos e prazeres do corpo. Acredita-se que a permissão para comer carne só teria sido dada após o dilúvio.
O Cristianismo primitivo, com as suas raízes na tradição judaica, viam o vegetarianismo de maneira similar; Um jejum modificado para purificar o corpo. Tertuliano (155-255 DC), Clemente de Alexandria (150-215 DC) e João Crisóstomo (347-407 DC) ensinaram que evitar a carne era uma maneira de aumentar a disciplina e a força de vontade necessária para resistir as tentações. Isso tornou as restrições dietéticas, como o vegetarianismo, muito comuns no comportamento cristão da época, e essa crença foi passada adiante ao longo dos anos de uma forma ou de outra. Por exemplo, a proibição de carne da Igreja Católica Romana nas sextas-feiras durante a Quaresma. São Bento, fundador da ordem dos beneditinos pregava o mesmo.
Muitos acreditam que Jesus era vegetariano, embora não existam evidências disto, Porém é extremamente significativo seu mandamento direto ‘ Não Matarás’. E não existe na escritura, qualquer referência Dele comendo carne. É certo que na bíblia existem diversos versículos que condenam o consumo da carne. Isaías, Paulo e outros apóstolos falavam disso. Entre Cristãos de destaque que defendem o vegetarianismo, podemos falar dos Adventistas do Sétimo Dia. Uma ramificação de evangélicos que surgiu nos Estados Unidos no século XIX. Seus adeptos cultivam um espírito pacífico e tranquilo, preservam o meio ambiente e velam pela sua saúde, através de uma alimentação racional. Muitos adventistas escolhem por isso, o regime vegetariano.
A alimentação dos Adventistas privilegia frutas, verduras, oleaginosas e os cereais integrais (os famosos sukrilhos, cereais de Kellogs foram criados por John H. Kellogg, um Adventista). Sua comunidade tem sido alvo de centenas de estudos e artigos científicos em matéria de saúde. Por isso são referência mundial de maior longevidade, atribuída ao seu regime alimentar. Dão importância à educação e à saúde. Criaram em todo o mundo várias escolas onde as crianças podem seguir uma alimentação vegetariana, incluindo a Universidade de Linda Loma (Loma Linda University Adventist Health Sciences Center) nos EUA, responsável por vários estudos sobre a alimentação vegetariana.

Falando Sobre o Espiritismo, Allan Kardec e Chico Xavier nunca colocaram explicitamente o vegetarianismo como uma necessidade, mas em diversas ocasiões, tanto eles como seus mentores espirituais afirmaram ser melhor ao homem se abster da carne, desde que tivesse condições de manter de forma saudável e equilibrada o corpo físico, para assim cumprir sua missão. Principalmente Chico Xavier defendia o fim da exploração abusiva dos animais (que ele chamava de irmãos menores ) por parte do homem. Uma vez falando em nome de Emmanuel, ele instruiu; "não recomendo aos homens que façam de seus estômagos, cemitérios ambulantes. Isso não é bom em nenhum aspecto, e traz malefícios físicos e perturbações ao espírito na sua tarefa de evolução. Os animais foram postos na terra como companheiros para os homens".
Outro ponto importante, é que se recomenda a seus médiuns passistas que no dia que forem doar passes as pessoas ou aplicarem tratamentos, que eles não comam carne, pois isso atrapalha na transferência dos fluídos positivos. Embora não seja uma obrigação para os médiuns ser vegetarianos.


Saindo da religião e partindo para o campo da filosofia, não podemos deixar de falar aqui da importância que foi dada ao vegetarianismo por pensadores, poetas artistas, inventores e filósofos de destaque na nossa história. Isaac Newton, Albert Schweitzer, Crates de Tebas, Diogenes, Epicetus, Henry David Thoreau, Henry Salt, Jean Jacques Russeau, Sêneca, Mahatma Gandhi, Voltaire, Zenão, Goethe, Beethoven, Charles Darwin, Pascal, Tolstoi, Sócrates, Leonardo da Vinci (1452-1519), que declarou que "Eu tenho desde criança abandonado o consumo da carne e um dia os homens verão o assassinato dos animais da mesma forma como vem hoje o assassinato dos humanos." Dr. William Lambe (1765-1847), que disse que "o uso da carne dos animais é um desvio das leis de sua natureza, e é uma causa universal de doenças e mortes prematuras". O conhecido Albert Einstein, Sigmund Freud, Thomas Edson, Benjamin Franklin, Arthur Schopenhauer, entre outros.

O interesse pelo vegetarianismo resurgiu e ganhou mais espaço de discussão nas rodas de intelectuais e pessoas cultas em geral, no século XIX, devido a preocupações com questões de saúde e tratamento humano dos animais. Agora criou-se um movimento de ativistas dessa ideologia que vêm ganhando força a nível mundial com a adesão de muitos artistas, e também médicos, pesquisadores e cientistas. Mas isso já é matéria para um outro tópico.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

QUEM SOMOS NÓS:

Este é um projeto educacional que visa conscientizar as pessoas em geral sobre a importância de uma dieta sem carnes e o fim de toda a crueldade e exploração cometida contra os animais. Queremos mostra-lhes o porquê de ser 'vegetariano', e depois adequá-los a este estilo de vida com informações úteis para uma condição saudável e feliz, mais acima de tudo, a preservação da vida no planeta como um todo, bem como o respeito ao direito animal. Reunimos pessoas de todo o Brasil para desenvolvermos ações concretas neste sentido, pois somente através desta mobilização, iremos somar esforços para promover uma mudança comportamental significativa nesta sociedade de hábitos tão nocivos arraigados em sua cultura. Todos os interessados podem participar como Ativistas neste projeto-fundação e ajudar a difundir esta idéia de amor, para assim construirmos um mundo mais belo e justo, um amanhã melhor. Procure saber como se cadastrar para ser também um Ativista. Por enquanto não temos um espaço que podemos chamar de sede, o que não deixa de ser um sonho, mas somos antes de mais nada, uma organização virtual sem limites de fronteiras, afinal, a internet nos fornece agora um vasto campo de atuação, visto quê, uma boa parte da população já tem acesso à rede.

OBJETIVOS:

Existem no país milhares de instituições e ONGS que se dedicam a diferentes causas como; cuidar de crianças famintas e abandonadas, prestar auxílio às pessoas carentes, amparar idosos largados ou mal cuidados por suas famílias, etc. Mas ainda são poucas as instituições notáveis que lutam em defesa dos animais e dos seus direitos, fazendo assim valer a lei. Os bichos não têm voz para reivindicarem, não falam a nossa língua para dizer à dor que sentem, nem podem gritar por socorro ou se organizarem para conquistar melhores condições para a sua categoria, mais os ‘seres humanos’ de raciocínio e intelecto sadio podem sim olhar por eles. As pessoas de bom coração que preservam a natureza dos bons sentimentos dentro de si, que tem sensibilidade, grandeza interior, nobreza e compaixão, podem compreender bem os sentimentos dessas criaturas indefesas, sentimentos estes não muito diferentes dos nossos. Toda entidade viva quer receber amor, carinho, cuidados, atenção e ser devidamente compreendida em suas manifestações de alegria, de afeto ou de descontentamento e aflição. Nossa proposta primeira é mudar a concepção equivocada que a maioria das pessoas tem em relação a essas doces criaturas, trabalhar primeiro a cabeça dos homens, para fazer valer o direito que os animais têm à vida, assim como nós. Em praticamente todas as grandes cidades está estabelecida a associação protetora dos animais e outras entidades que recolhem cachorros e gatos nas ruas, animais velhos deixados pelos circos, animais abandonados por motivo de doenças ou até mesmo, falta de condição dos donos para cuidá-los, etc. Essas entidades contam com o apoio de voluntários que ajudam de forma prática e também ajudam a manter financeiramente esses abrigos. Eles se responsabilizam por vacinas, castração, rações, e acompanhamento veterinário. É importante esclarecer que em nossa Fundação, não temos o objetivo de estabelecer abrigos, recolher animais de rua, nem custear seus tratamentos, vacinas ou rações, etc. Para executar isso de maneira bem feita, teríamos de ter um bom fundo em dinheiro e amplos espaços para essa atividade. Já existem pequenas entidades de libertação e proteção animal em várias partes. O diferencial do nosso projeto é que queremos ‘libertar os homens’, desenvolvendo sérias campanhas educativas através da mídia, utilizando diferentes veículos de comunicação áudio-visual para atingir o máximo possível de pessoas nas diferentes classes sociais. Em outras palavras, queremos mesmo é libertar primeiro os seres humanos dessa ignorância de achar que animal não tem alma, que animal não tem inteligência alguma, que animal é um produto, que animal não sofre como nós, que animais são para servir de comida, que estão aí mesmo para serem explorados por nós de acordo com a nossa conveniência. NÃO ! Definitivamente sabemos que não é assim. Através dessas campanhas queremos acordar a consciência adormecida das pessoas e promover uma mudança na forma de pensar e de agir. Por isso batizamos o projeto com o nome; “Atitude & Consciência.VEG ”. O que significa isto ?
‘Atitude’ quer dizer assumir uma postura, tomar partido, ter ação, não ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem por si só ou esperando alguém ir fazer. Atitude é ter iniciativas, por a mão na massa para que algo se resolva, para que algo aconteça. ‘Consciência’ quer dizer lucidez, senso de responsabilidades, reconhecimento daquilo que é certo. É saber agir corretamente.
Traduzindo de uma forma mais clara ainda; Atitude & Consciência é a mobilização efetiva de pessoas que querem desenvolver ações concretas e de maior comprometimento e responsabilidade sócio-ambiental. Isso explica a primeira parte, aí colocamos então; .VEG. Este ponto tem 02 objetivos, fazer uma alusão ao fato de que o nosso trabalho se desenvolve principalmente por meio da internet, e segundo, fazer a separação da frase, mostrando uma terceira etapa de um processo, ou seja, primeiro desenvolver ações (atitudes) que chamem a atenção e façam as pessoas refletirem muito intimamente (consciência), e em seguida, educa-las e prepara-las através de um vasto conteúdo de informações para adotarem uma nova dieta alimentar que é o Vegetarianismo, um novo estilo de vida. Afinal, não é fácil mudar o hábito de uma pessoa que desde criança estava acostumada a comer carne, às vezes 30 anos com essa dieta. Na verdade não é somente o hábito alimentar, mais sim um aspecto de uma infeliz cultura predominante em nossa sociedade. A pessoa vai ter de fazer uma renúncia, e toda renúncia para ser bem sucedida e duradoura, ela tem de vir acompanhada de conhecimento. Senão fica sendo apenas uma coisa vazia, fanática ou induzida por alguém. Obviamente que nos tornamos vegetarianos por respeito e amor aos animais, as diferentes espécies de vida. Aspectos físicos e de saúde são secundários dentro da ideologia do vegetarianismo. Entendemos que não adianta muito libertar hoje 1.000 animais, recolher nas ruas 5.000 cachorros, abrir sorrateiramente as jaulas dos circos, invadir laboratórios de pesquisas científicas e farmacológicas e raptar animais aprisionados ali para experimentos, etc. Pouco resolveria, pois, outros seriam postos em seu lugar para sofrerem todo tipo de violência e maus tratos. Temos mesmo de mudar a cabeça das pessoas, trabalhar no pensamento, derrubar essa cultura cretina de que comer carne é legal e saudável. Isso é resolver o problema na raiz. É verdade que isso não é nada fácil, vai ser uma tarefa difícil, mas se juntarmos a força, a determinação e o sonho de muitos ‘Vegs’, vamos sim conseguir. Não queremos apenas converter onívoros em vegetarianos. Queremos formar em nossa Fundação, Ativistas convictos da necessidade dessa luta pela paz para todos, sem especismos. Uma luta pelo fim da crueldade e da matança impiedosa e desnecessária. Queremos mesmo um exército de pessoas que vão brigar para fazer valer um direto, o direito a vida, o direito de usufruir desta terra e de ter amor. Verdadeira evolução é entender que não somos donos de nada nem de ninguém aqui, portanto, não temos o direito de usar ou destruir os animais, e muito menos destruir uma terra que nos foi emprestada por um curto período de tempo para tentarmos encontrar a felicidade de uma forma justa e harmônica

UMA NOVA TENDÊNCIA DE COMPORTAMENTO:

Ao contrário do que muitos pensam, ser vegetariano não é modismo, e muito menos frescura. Graças a Deus muitas pessoas no mundo inteiro vêm desenvolvendo uma consciência acerca da importância de uma dieta sem carnes, inclusive, muitos artistas, que são com certeza, importantes formadores de opinião. Baseados nisso, podemos sim dizer que; "SER VEGETARIANO ESTÁ NA MODA", porém, não é uma moda medíocre e passageira. É preciso conhecer as razões fundamentais do vegetarianismo e entender que Deus criou uma diversidade enorme de espécies para coabitarem harmoniosamente e se ajudarem. A terra grita por socorro, e nós como seus ilustres moradores' temos de tomar uma atitude para mudar os rumos que a nossa sociedade vem tomando. Ensandecidas pela necessidade do consumismo de uma vida assim chamada moderna, as pessoas perdem seus valores, sentimentos e escrúpulos. Devemos já, acabar com essa matança impiedosa de animais, mesmo porque a terra já não suporta mais tantas barbaridades cometidas pelos seres humanos. Agora fala-se muito em ecologia, desenvolvimento sustentável, consumo consciente, meios de se evitar o aquecimento global, etc. Mas esse discurso não terá valor algum se continuarmos matando os nossos animais e financiando a indústria pecuária. Devemos estar antenados com essa nova tendência mundial de salvar o nosso planeta e preservar a vida existente aqui, essa é a moda, ou a maneira de agir daqueles que esperam fazer um mundo melhor para si e para as gerações que ainda estão por vir, principalmente os seus filhos e netos. Isso não é utopia, nem um discurso dos 'politicamente corretos' mais sim, um sonho possível de realizar se sonharmos juntos. Não é nada difícil mudar hábitos quando se tem o conhecimento daquilo que não nos faz bem. A nossa evolução está intimamente ligada a essa mudança comportamental de respeito e valorização da vida como um todo. Na vida animal, prevalecem as atividades básicas para um ser corporificado; comer, dormir, se defender e acasalar-se, mas nós como humanos ganhamos uma qualidade que nos difere um pouco dos animais, ganhamos a capacidade de raciocínio que nos permite mudar a nossa condição de vida para uma melhor. Temos a chance de cultivar a sabedoria para evoluirmos. Quando evoluímos, automaticamente uma outra qualidade se manifesta de forma mais evidente, é a compaixão. Nos tornamos cheios de amor e bondade, então não toleramos nem permitimos a crueldade, não aceitamos ver ou promover a dor de quem quer que seja. Mas o que temos feito com nosso raciocínio ?
Estamos involuindo, estamos unicamente absorvidos nas quatro atividades básicas de vida material; comer, dormir, se defender e fazer sexo, e pior, comendo excessivamente e de forma errada, bebendo do sangue de nossos irmãos menores, provocando idiotas guerras e a matança de muitos por ego, por poder ou por títulos de propriedades que em última análise nem são nossas, e fazendo sexo da forma mais grosseira possível, de forma incasta, sem propósitos, como válvula de descarga e disseminação da promiscuidade. Na verdade, homens e mulheres estão apenas vivendo como bichos. Quem será o inferior dessa história ? Os homens ou os animais ?
Quem está um degrau acima numa escada evolutiva ?
O Homen animalesco que mastiga entre seus dentes as partes arrancadas de um animal morto e sorve seu sangue poluído pelas toxinas da dor e do agonizante sofrimento vividos nos matadouros, ou aqueles vegetarianos que se recusam a manter suas vidas com a morte de outros, vegetarianos que se alimentam da pura e limpa saúde contida nas frutas, legumes, folhas e cereais ? Essas questões vão ficar aqui para a sua reflexão, principalmente nas vezes em que você se sentar na mesa de jantar...BOM APETITE !

07 - CUIDADO ! TEM INSETO NO SEU LANCHE:

Tem muito vegetariano por aqui comendo bicho sem nem saber. Você já ouviu falar na Cochonilha ? Quando for ao supermercado, repare no rótulo dos iogurtes e dos biscoitos recheados. Você vai encontar o seguinte ingrediente; corante natural de carmim , e Cochonilha. Este mesmo corante é utilizado em tintas e cosméticos. Na verdade é um inseto, uma espécio de pulgão (Dactylopius coccus). Originário do México, mede de 2 a 5 milímetros de comprimento, é geralmente marrom ou amarelo, e se alimenta parasitando a seiva de cactos e plantas e da umidade ali presente. Dentro da classe dos insetos, as cochonilhas são classificadas na ordem Hemiptera, sendo parentes próximas das cigarrinhas, cigarras e dos pulgões. Para defender-se da predação por outros insetos, produz ácido carmínico. Seu corpo e seus ovos são esmagados para extrair o corante que ele produz,. No Brasil, a cochonilha é também uma praga de jardim. A primeira evidência de que a planta está infestada é o aparecimento de bolinhas brancas que parecem ser de algodão nos caules, próximos às folhas. Elas sugam a planta, roubando sua seiva, alojando-se principalmente na parte inferior das folhas e dos brotos. As cochonilhas secretam uma substância pegajosa, que deixa as folhas com a aparência de que estão enceradas, e que facilita o ataque de fungos como o fungo fuliginoso. Costuma atrair também as formigas doceiras. Seu predador natural é a joaninha. O corante de cor vermelho-escura é utilizado em larga escala pela indústria cosmética e alimentícia, emprestando sua cor a biscoitos, geléias, sobremesas, sendo também utilizado em medicamentos e roupas, normalmente especificado como "Corante natural carmim de Cochonilha", C.I. 75470 ou E120 nas composições dos produtos. Devido à forte concorrência dos produtos industrializados, a produção deste corante praticamente parou durante o século XX e foi mantida apenas com o propósito de manter a tradição indígena mexicana. Apenas nos últimos anos a cochonilha voltou a ser comercialmente viável, ainda que muitos consumidores não sabem do fato que o termo "corante natural" se refira à tinta derivada de um inseto, ou pelo menos ao vermelho-escuro deste. O corante cochonilha é conhecido e utilizado desde as civilizações asteca e maia. Uma das razões que trouxeram o corante cochonilha de volta ao mercado é o fato de que ela não é considerada tóxica ou cancerígena como muitos outros corantes vermelhos artificiais. No entanto, há evidências de que um pequeno número de pessoas quando exposta à cochonilha possa ter uma reação de choque anafilático.
Fica aí então a advertência, sempre que for ao supermercado, leia primeiro os rótulos dos produtos. Não leve para casa produtos que contenham cochonilha.